Proibição de celulares nas escolas tem reflexo inesperado no comércio de relógios


O uso de celulares nas escolas está proibido desde o dia 13 de janeiro de 2025 em todo o país. Proibição de celulares nas escolas movimenta o comércio de relógios
A proibição de celulares nas escolas teve um reflexo inesperado no comércio.
Se não tem o celular para ver que horas são, repara só no pulso. Os relógios estão de volta.
Kaike Eduardo dos Santos, aluno: Faz tempo que eu tenho ele. Daí, depois que o celular foi proibido nas escolas, comecei a usar ele.
Repórter: Ele estava guardado então na sua casa?
Kaike: Isso.
“Na verdade, eu já usava, mas eu estou usando mais agora por causa que não pode celular para ficar por dentro do horário, recreio, troca de aula”, conta Victor de Oliveira, aluno.
O uso de celulares nas escolas está proibido desde o dia 13 de janeiro de 2025 em todo o país. Ele só pode ser usado com fins pedagógicos ou para inclusão de estudantes com deficiência, por exemplo. Além dos estudantes, as próprias escolas também precisaram se adaptar. Os relógios de ponteiros voltaram a ser pendurados nas paredes.
“A gente vai adotar relógio de parede em todas as salas, inclusive já estão encomendados, e inclusive relógio de ponteiro, para que a gente possa letrá-los nisso. Porque muitos não sabem verificar horário no relógio de ponteiro, só no digital. Então, a gente pretende colocar em cada sala e também ensiná-los a ver as horas para quem não sabe”, afirma a diretora Viviane Nazarko.
Os relógios de ponteiros voltaram a ser pendurados nas paredes.
Reprodução/TV Globo
Lojas que vendem e consertam o acessório afirmam que a procura aumentou. Tem quem resgatou o relógio esquecido em casa, quem pegou emprestado dos pais e quem comprou um novo.
“O pai vindo com o filho, trazendo o filho, pedindo para ele escolher uma pulseira nova. A gente teve caso de ‘vamos colocar uma bateria nova’. Aconteceu um caso do pai que fez uma ligação de vídeo com a filha porque ele queria comprar um relógio para ela, pediu para ela escolher, justamente para ela usar na escola”, conta o gerente Marcos Bonato.
Proibição de celulares nas escolas movimenta o comércio de relógios
Reprodução/TV Globo
O aluno Lucas Hahnemann não usava relógio, agora carrega um no pulso.
“Agora só assim mesmo para ver o horário”, diz o aluno, Lucas Hahnemman.
Repórter: que horas são agora?
Lucas: Agora é 3:51.
Repórter: que horas é o intervalo?
Lucas: É 3:40
Repórter: Então já tá no recreio?
Lucas: Já
Repórter: Pode ir então… {risos}
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