Tarifaço de Trump ameaça exportações brasileiras e pressiona balança comercial

A imposição de tarifas recíprocas pelos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Donald Trump, pode causar prejuízos bilionários ao Brasil. A depender da intensidade das tarifas, as exportações brasileiras podem sofrer quedas de até US$ 8 bilhões em 2025, o que pressionaria o superávit da balança comercial em até US$ 10 bilhões.

Os produtos brasileiros mais afetados são aeronaves, suco de laranja, carnes bovina e de frango, açúcar, café e etanol — todos com forte presença no mercado norte-americano e vulneráveis ao aumento de custos provocado pelas novas tarifas.

Governo brasileiro se mobiliza para conter os impactos

Em reação às medidas de Washington, o governo brasileiro tenta abrir canais de negociação diplomática com os Estados Unidos, na tentativa de preservar o acesso de seus produtos ao mercado americano. Paralelamente, o Senado aprovou um projeto que permite retaliações comerciais contra os EUA, incluindo aumento de tarifas e revisão de patentes e direitos autorais.

Etanol na mira e mercados em alerta

Um dos exemplos citados pela Casa Branca foi o etanol brasileiro, considerado alvo de práticas comerciais injustas. Apesar disso, especialistas avaliam que o impacto no preço interno do combustível deve ser limitado, já que a maior parte da produção nacional é consumida no próprio país. Ainda assim, o setor acompanha com atenção as possíveis medidas adicionais.

Economia brasileira tem fatores de resiliência, mas cenário preocupa

Embora o Brasil seja uma economia relativamente fechada e conte com um mercado interno robusto, economistas apontam riscos para o câmbio e para os juros. Empresas fortemente dependentes das exportações para os EUA são as mais vulneráveis. O governo monitora os desdobramentos e deve ajustar sua política comercial caso as tarifas sejam mantidas ou ampliadas nos próximos meses.

O impacto do tarifaço nos próximos trimestres será decisivo para a estabilidade externa da economia brasileira. 

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