Deputados catarinenses pressionados por votação nacional; Campagnolo mira bancada feminina; ex-presidente da Câmara de BC na mira da Justiça

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Mesmo na oposição Amin votou a favor dos interesses do país – Imagem: Senado

Ontem, com o voto do senador catarinense Esperidião Amin (Progressistas), a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou por unanimidade o projeto que cria mecanismos de retaliação, autorizando o governo brasileiro a responder a qualquer barreira comercial a produtos nacionais impostas por outros países ou blocos. Os senadores Ivete Appel da Silveira (MDB) e Jorge Seif Júnior (PL) não são membros da CAE.

Agora, será a vez dos deputados federais catarinenses se manifestarem, já que a matéria será votada pela Câmara Federal. Votarão a favor do país ou, por uma questão ideológica, irão contra os interesses do Brasil, sobretudo de setores como o agro e as indústrias?

Como bem disse ontem o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB), não é momento para mesquinhez. O Senado fez a sua parte, com a oposição se unindo ao Governo Federal numa pauta que é de interesse do país. E agora será a vez de Ana Paula Lima (PT), Caroline de Toni (PL), Valdir Cobalchini (MDB), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fábio Schiochet (UB), Geovânia de Sá (PSDB), Gilson Marques (Novo), Ismael dos Santos (PSD), Jorge Goetten (Republicanos), Júlia Zanatta (PL), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Pedro Uczai (PT), Rafael Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PSD) e Zé Trovão (PL) mostrarem de que lado estão. E o agro e a indústria estão de olho para cobrar desses parlamentares.

Essa situação do tarifaço que será anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos), é um grande teste para o nosso país e o nosso estado. Está na hora de as pessoas entenderem que o que importa é Santa Catarina, é o Brasil, e que aplaudir por um simples posicionamento ideológico contrário ao do governo, quando um outro país atua contra os nossos interesses, é sim de uma mesquinhez, de uma falta de patriotismo sem tamanho. Portanto, que a bancada catarinense faça a sua parte. E não vale faltar de propósito, pois isso será visto também como um voto contra o Brasil.

Verificando

O governador Jorginho Mello (PL) levantou uma questão importante: alguns produtos adquiridos pelo Governo do Estado podem não ter sido, ou não estar sendo, entregues na quantidade e na forma contratadas. Segundo Jorginho, o governo mandou algumas amostras para o Inmetro conferir. Em um vídeo nas redes sociais, o governador destaca papel higiênico com diferença de 100 metros por rolo, lata de leite com menos gramas e saco de lixo com qualidade inferior. Ele não afirma de forma clara se foram esses os produtos, mas, independente do que for, se forem constatadas diferenças entre o que foi comprado e o que foi entregue, é, no mínimo, caso de polícia.

Impeachment

Júnior filmado pela ex-cunhada em suposta perseguição a ex-namorada – Imagem: Vídeo

Nos bastidores da política de Lages, é dada como certa a cassação do vice-prefeito Jair Júnior (Podemos). É sempre importante lembrar que um processo de impedimento é muito mais movido pelo sentimento popular do que por um processo técnico, embora também precise de provas do cometimento de um crime pelo agente político que estiver em julgamento. E, pelo que temos visto, provas não faltam contra Júnior no caso de agressão contra uma ex-namorada. A Comissão de Impeachment na Câmara é formada pela vereadora Bruna Uncini (Cidadania), que ficou com a presidência, Roberto Roque (PSD), que é o relator, e Elaine Moraes (Cidadania). Eles têm 90 dias para apresentar o relatório que será votado em plenário. Outra punição a Júnior deve ser a expulsão do Podemos nas próximas semanas.

Desarticulado

Jorginho recebeu um grupo fechado para um debate estadual – Imagem: Secom

Após as articulações políticas de Paulinho Bornhausen fracassarem — culminando na presença de seu pai, o ex-governador Jorge Bornhausen, no palanque de João Rodrigues em Chapecó — e o seu projeto do planador aquático não ter recebido apoio nem do governador Jorginho Mello (PL), agora foi a vez do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), assumir o papel de articulador dos prefeitos para o projeto de reeleição do governador. Ele convidou alguns prefeitos para uma reunião sobre um cadastro único entre cidades para pessoas em situação de rua. Após duas reuniões, o grupo anunciou à imprensa que ainda irá elaborar o cadastro. O prefeito de São José, Orvino de Ávila (PL), declinou quando soube de um dos motivos do encontro. E o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), nem foi convidado. Pelo visto, Paulinho e Topázio disputam o espaço de articulador/desarticulado.

Briga por cargos

É justo que os deputados da bancada do Vale não concordem com a forma como a deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), conquistou ou articulou o comando do colegiado. Porém, como não há uma regra clara e houve um acordo para a divisão do cargo, também é justo que Paulinha presida neste primeiro semestre. O fato é que a confusão, sobretudo entre Paulinha e Ivan Naatz (PL), é por cargos. E quem perde é a região. Por sugestão da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), se a Casa aprovar, a escolha sempre será feita por meio do voto. Isso evitará novos problemas e todos se sentirão representados. É justo. A questão é que o que está posto neste momento não tem como mudar.

Seletividade

Agora, o que chama a atenção é a indignação seletiva. Críticas foram feitas à deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), mas e ao deputado Oscar Gutz (PL), que abriu mão para a parlamentar neste primeiro semestre? Até onde sei, Gutz é um deputado, portanto deve saber se defender. Não é uma pessoa vulnerável que, neste caso, deve ser tratada como alguém que foi enganado por uma colega que deu um “golpe nele”. Colocar Gutz nessa situação é dizer que ele não tem a mínima condição de ser um parlamentar. Portanto, se acham que Paulinha errou, Gutz errou da mesma forma.

Bancada feminina

A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL) quer promover um retrocesso na Assembleia Legislativa, ao propor que seja extinta a Bancada Feminina — logo a Alesc, que tem uma presença mínima de parlamentares. O fato é que não passa de mais uma ação para as redes sociais. Acontece que, ao contrário do que defende Campagnolo, que alega que teria que haver pelo menos cinco deputadas, especialistas consultados entendem que a representação não é atingida por esse número mínimo. Em outras legislaturas, a bancada também trabalhou com menos deputadas. E a pergunta de ouro: quais parlamentares terão a coragem de votar pela extinção de uma bancada que discute as questões das mulheres? Qual será a visão das eleitoras quando chegar o processo eleitoral e os nomes forem expostos para a sociedade? Ou seja, não haverá a aprovação da extinção.

Apagou

Governador participou de encontro com ministro do STF – Imagem: Rede Social

Após grupos bolsonaristas questionarem a foto do governador Jorginho Mello (PL) sorrindo ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari, apagou a publicação. A imagem havia sido postada apenas em sua rede social, sem divulgação oficial pelo governo. O registro foi feito durante a visita do governador, que estava acompanhado, inclusive, dos senadores Jorge Seif (PL) e Esperidião Amin (Progressistas).

Erro

Que tempos são esses? O que sempre foi normal — o encontro de um governador com um ministro do Supremo Tribunal Federal — hoje é feito às escondidas para não sofrer ataques oriundos do fanatismo. Jorginho Mello (PL) foi discutir uma pauta de Estado, e um governador tem que se portar como tal, dialogando com todos os poderes e lideranças políticas, independentemente de partidos ou ideologia, pelo bem de Santa Catarina. Falha quem critica, mas também o próprio Jorginho, que não tem tido a coragem para fazer esse enfrentamento, preferindo jogar para a torcida, ao invés de defender, como deve ser feito — não em redes sociais, que não resolvem nada —, os reais interesses da população catarinense.

Processo

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, David La Barrica (PRD), poderá ficar inelegível. Isso porque a Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Eleitoral por crime de violência política de gênero contra a então vereadora e hoje prefeita, Juliana Pavan (PSD). Ele responderá pelo crime previsto no Código Eleitoral, que pune assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça, por qualquer meio, a candidata a mandato eletivo ou detentora de cargo, motivado por discriminação pelo fato de a vítima ser mulher ou pela sua cor da pele, raça ou etnia. Se condenado, La Barrica não deverá ficar preso, pois a pena prevista é de um a quatro anos, mais multa. Mas ficará sem poder se candidatar por oito anos.

O caso

Durante uma discussão sobre o Plano Diretor de Balneário Camboriú, em sessão realizada em junho do ano passado, o então presidente da Câmara de Vereadores, David La Barrica (PRD), suspendeu os trabalhos em três oportunidades, alegando que as manifestações da população estavam atrapalhando os trabalhos. Em uma das vezes, foi durante a fala da então vereadora Juliana Pavan (PSD), que já era pré-candidata a prefeita, enquanto La Barrica era da base do então prefeito Fabrício Oliveira (PL). Ele cortou a fala de Juliana e encerrou a sessão, não permitindo que ela concluísse. Ela registrou um BO contra La Barrica, que culminou no processo que ele enfrentará agora.

Começou

Não é de hoje que o clima é ruim entre os deputados estaduais Marcius Machado (PL) e Lucas Neves (Podemos). Machado anunciou que protocolará uma representação contra Neves na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa. Ele justifica que sofreu ataques após terem sido compartilhadas mensagens — as quais, segundo ele, são falsas — sobre o seu posicionamento a favor da caça do javali. É fato que o pano de fundo é a eleição do próximo ano, já que os parlamentares de Lages disputarão o voto do eleitorado da Serra.

Lucro da Celesc

A Celesc obteve um dos melhores resultados financeiros e operacionais de sua história em 2024, com destaque para o crescimento do lucro líquido e do Ebitda (sigla em inglês que representa o lucro obtido antes de subtrair os juros, impostos, depreciação e amortização), bem como redução nas provisões líquidas. Os dados mostram que o ano da Companhia foi marcado por investimentos em infraestrutura e pela superação das metas regulatórias de qualidade na prestação do serviço. O lucro líquido consolidado chegou a R$ 715,8 milhões, o que representa um aumento de 28,5% em relação ao ano anterior. Por sua vez, o Ebitda do grupo Celesc obteve crescimento de 37,5%, alcançando R$ 1,567 bilhão.

Receita

A Receita Operacional Líquida somou R$ 10,659 bilhões, registrando um crescimento de 2,5% em comparação com 2023. Esse desempenho foi impulsionado, no segmento de distribuição, pelo aumento da energia faturada, que chegou a 29.487 GWh. Os reajustes tarifários, determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e aplicados em agosto de 2023 e 2024, com aumentos médios de 2,30% e 3,02%, também contribuíram para o resultado.

Mais clientes

Outro fator que explica os resultados positivos é o aumento no número de clientes: a Celesc Distribuição atingiu um total de 3.465.509 consumidores, um crescimento de 2,1% em relação a dezembro de 2023. A Companhia também conseguiu manter as perdas de energia abaixo do limite regulatório, resultando em um ganho financeiro de R$ 108,5 milhões no ano. No segmento de Geração, a Celesc registrou resultados históricos em seu parque de usinas hidrelétricas, destacando-se o maior pico de geração instantânea já registrado (109 MW, com 95% da potência instalada), o maior volume de energia gerada em um ano (647,5 GWh) e a maior disponibilidade das máquinas, que atingiu 93,0%.

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