Moraes inclui detalhes sobre condenações em voto: ‘Só quatro mulheres com mais de 66 anos foram condenadas a penas graves’

Ministro explícita que, além de depoimentos, as quatro mulheres foram presas dentro do Palácio do Planalto e tinham vídeos de teor golpista ou celebrando e registrando a invasão nos celulares
Numa segunda etapa do esforço para reagir ao que chama de “mentirosa é falsa versão de um bucólico passeio de ‘velhinhas com Bíblias’, pessoas desavisadas’ que simplesmente ‘passeavam no local’, de pessoas que estavam ‘com batom e foram somente pichar a Estátua da Justiça’”, o ministro Alexandre de Moraes incluiu em seu voto formal, registrado nos sistemas do Supremo, tabelas e detalhes sobre a faixa etária, distribuição de penas e volume de acordos de prestação de serviços à comunidade de mais de 1000 presos nas manifestações golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Às tabelas juntadas aos anais do STF são mais detalhadas do que as exibidas no julgamento. O voto traz ainda o registro de que apenas 4 mulheres acima de 66 anos receberam penas privativas de liberdade no Supremo. Elas foram presas dentro do Palácio do Planalto durante a invasão e tinham em seus telefones, periciados pela PF, vídeos celebrando a invasão e de conteúdo golpista, segundo descreve o ministro.
“A análise estatística demonstra que, de 1.039 pessoas responsabilizadas pelos crimes decorrentes da Tentativa de Golpe de
Estado e Atentado ao Estado Democrático de Direito, em 8 de janeiro de 2023, somente 4 (quatro) mulheres, com 66 (sessenta e seis) anos ou mais, ou seja, 0,38% (zero virgula trinta e oito por cento) do total, foram
condenadas a penas privativas de liberdade”, inicia o ministro.
“Nenhuma das 4 (quatro) mulheres com mais de 66 (sessenta e seis) anos, diferentemente do que falsa e criminosamente é divulgado nas
redes sociais pelas milícias digitais, foi presa “rezando” ou com a “bíblia na mão”, mas sim participando ativamente dos graves crimes contra aDemocracia brasileira, tendo invadido e sido presas dentro das sedes dos
3 Poderes parcialmente destruídas, conforme se verifica nas decisões condenatórias”, segue Moraes.
Uma das presas, segundo a decisão, tinha vídeos dentro de uma caravana até o quartel general do Exército, além de conteúdo golpista. Outra chegou a se registrar dentro do Planalto já invadido, celebrando a tentativa de golpe. Todas tinham material comprovando o intento de golpe e a invasão dos prédios nos telefones, além de terem sido presas dentro do Planalto já depredado.
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