Após derrota da Seleção Brasileira para a Argentina, CBF marca reunião com Dorival Júnior


Foi a primeira derrota do Brasil para a Argentina por três gols de diferença em 61 anos. O Brasil nunca havia sofrido quatro gols em uma partida nas Eliminatórias. Seleção da Argentina goleia o Brasil e torna evidentes as fragilidades da equipe de Dorival Junior
A seleção da Argentina tornou evidentes as fragilidades da equipe brasileira, na noite desta terça-feira (25), em Buenos Aires. Em uma goleada que a nossa seleção nunca tinha sofrido em eliminatórias de Copa do Mundo.
É o auge de uma crise que começou com a eliminação da Copa do Catar, em dezembro de 2022. Na terça-feira (25), a goleada em Buenos Aires teve direito a olé.
Antes do jogo, o atacante Raphinha, em entrevista a Romário, deu uma declaração que repercutiu entre os argentinos. Depois da goleada, o técnico argentino Lionel Scaloni disse que desculpava o Raphinha, e que a Argentina jogou o que tinha que jogar, com ou sem declarações.
O jogo teve, sim, faltas duras, algumas confusões, provocações dentro de campo, mas os argentinos responderam mesmo de outra forma: jogando futebol. Com menos de quatro minutos, Julian Alvarez fez o primeiro. Aos doze, já estava 2 a 0 – gol de Enzo Fernández. Matheus Cunha diminuiu para o Brasil em um erro de Christian Romero. Ainda no primeiro tempo, McCalister aumentou a vantagem dos argentinos. E Giuliano Simeone fechou o placar: 4 a 1.
Foram 13 finalizações argentinas e apenas três do Brasil. No fim do jogo, os jogadores e a torcida da Argentina simularam um minuto de silêncio e cantaram “O Brasil está morto”. A AFA, associação do futebol argentino, publicou um vídeo sem nenhum som e escreveu: “Esse é o primeiro vídeo da AFA em silêncio. Que o futebol fale”.
“Peço aqui até desculpas ao torcedor brasileiro porque a expectativa era muito diferente daquilo que nós vimos, daquilo que nós apresentamos”, afirmou Dorival Júnior, técnico da Seleção Brasileira.
Foi a primeira derrota do Brasil para a Argentina por três gols de diferença em 61 anos. A quarta nos últimos cinco jogos contra os rivais – o outro foi empate. A pior da história da Seleção nas Eliminatórias.
“A gente tem que repensar tudo que a gente vem fazendo porque as cobranças vão vir e o povo quer a nossa vitória. Falta só um ano para a Copa do Mundo e eu já joguei a Copa do Mundo e não quero perder outra vez”, afirma Vini Jr., atacante da Seleção Brasileira.
A goleada ocorreu um dia depois de o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, ter sido reeleito com 100% dos votos das federações e dos clubes das séries A e B do Brasileirão. Ele deixou o estádio sem dar declarações. Ednaldo marcou uma reunião para sexta-feira (28) com o técnico Dorival Junior e com o diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, e ainda vai decidir se mantém os dois nos cargos.
“Esses jogadores são protagonistas não só nos seus clubes, mas também nos campeonatos onde participam. E dentro da Seleção Brasileira, o rendimento deles é muito abaixo daquilo que eles fazem”, diz o comentarista Júnior.
Nas Eliminatórias, os seis primeiros colocados garantem vaga direta para o Mundial. O sétimo ainda disputa uma repescagem. O Brasil caiu uma posição e agora está em quarto, com 21 pontos – seis a mais do que a Venezuela, a sétima na tabela. Faltam quatro rodadas para o fim das Eliminatórias. A vaga na Copa não parece muito ameaçada, o que preocupa é o futebol da Seleção.
O Brasil já sofreu 31 gols em 25 jogos depois da Copa de 2022. O número atual já ultrapassou toda a era Tite, que em 81 partidas levou 30.
Desde a Copa, passaram pelo cargo de treinador Ramon Menezes, de forma interina, Fernando Diniz, que acumulava a função de técnico do Fluminense, e Dorival Junior, que assumiu a equipe no início de 2024.
A Copa do Mundo é daqui a pouco mais de um ano e dois meses. Até lá, o Brasil terá mais quatro jogos das Eliminatórias e três datas para amistosos.
“Eu acho que a gente precisa de uma ruptura total para entender o que aconteceu nesses últimos três anos pós Copa do Mundo do Catar, que nada deu certo, porque só falta um ano para a Copa do Mundo e a gente tem que ter uma ruptura para começar tudo de novo, porque até agora nada deu certo”, diz o comentarista Roger.
Seleção da Argentina goleia o Brasil e torna evidentes as fragilidades da equipe de Dorival Junior
Reprodução/TV Globo
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