Começou o teatro patético!

Circo ridículo. Teatro mequetrefe. Ninguém sério consegue levar a sério esse “julgamento”. A presença de Jair Bolsonaro, principal alvo da denúncia estapafúrdia do golpe armado sem armas, foi o ponto alto do show no STF. A imprensa falava horas antes da possibilidade de fuga do ex-presidente, mas ele foi lá, olho no olho, encarar seus algozes, figuras moralmente diminutas, que num país sério estariam sentados no banco dos réus.

Hoje era apenas para o recebimento da denúncia da PGR, não para entrar no mérito da questão. Mas alguns advogados de defesa ignoraram isso e fizeram discursos políticos. Entende-se: tudo nesse justiçamento é político, nada é jurídico. Mas o papel dos advogados de defesa é justamente escancarar esse absurdo. Eles deveriam se ater estritamente a uma defesa técnica, comprovando os ilícitos da denúncia, nem que seja para a posteridade, para a história, ou para uma eventual anulação em cortes internacionais.

Bolsonaro será condenado, isso está claro. Condenaram vários outros inocentes só para manter viva a narrativa fajuta da tentativa de golpe. O ex-presidente parece ter optado pela prisão como mártir, ou acredita em alguma possibilidade de acordo, o que seria, em minha opinião, algo bastante ingênuo

Como de tédio o brasileiro não morre, o desembargador Sebastião Coelho foi detido por “desacato”. Ele reclamava que não o deixavam entrar, como advogado de Filipe Martins. Sebastião já foi solto, mas o recado foi dado pelo sistema. Todos serão perseguidos, e dá para ver em alguns advogados o receio de confrontar os ministros supremos. O Brasil já vive numa ditadura de toga e quem nega isso ou é muito iludido ou é cúmplice.

Bolsonaro será condenado pelo STF, isso está claro. Condenaram vários outros inocentes só para manter viva a narrativa fajuta da tentativa de golpe. O ex-presidente parece ter optado pela prisão como mártir, ou acredita em alguma possibilidade de acordo, o que seria, em minha opinião, algo bastante ingênuo. Se Bolsonaro buscasse refúgio numa embaixada como a dos Estados Unidos, não seria covardia, mas sim astúcia: onde ele pode contribuir mais na luta pela liberdade do povo brasileiro?

Mas respeito sua decisão, e ninguém sabe ao certo o que vai acontecer com o país quando resolverem prendê-lo após esse circo todo. Só acho que quem deposita todas as fichas numa bala de prata do governo Donald Trump pode quebrar a cara. O presidente americano não surgirá como um cavaleiro branco para salvar seu colega conservador. O Brasil já mergulhou numa tirania, eis a triste realidade. E quem quer que finja haver normalidade institucional diante desse teatrinho patético é parte do problema, não da solução. Se houver alguma solução…

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