Quatro dias depois de perder a medalha que havia ganho no Mundial indoor de atletismo, Almir Júnior publicou uma carta aberta nas redes sociais para falar sobre o assunto: “Estou tentando ser forte, tentando dizer a mim mesmo que está tudo bem, que vou fazer isso de novo, que pelo menos mostrei que sou capaz. Mas a verdade é que estou destruído por dentro”, desabafou o atleta.
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Almir Júnior havia conquistado o bronze no salto triplo ao marcar 17m22 na madrugada de sábado. A medalha, no entanto, foi retirada dele horas depois. Um recurso de dois adversários anulou o resultado do brasileiro, alegando o uso de uma sapatilha irregular. O atleta usou um calçado chamado Triple Jump Elite 2, que está fora das novas especificações da WA.
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Sequência de falhas
“Depois de anos de reconstrução, consegui novamente mostrar quem eu sou e do que sou capaz. E no momento em que finalmente consolido essa volta, me tiram isso. De forma inesperada, dolorosa, contraditória. Fruto de uma sequência de falhas que fugiram do meu controle”, lamentou, sem, no entanto, explicar exatamente o que aconteceu.
“Não quero, agora, entrar nos detalhes do que aconteceu. O que mais me destrói não é só perder uma medalha. É ver uma conquista dessa magnitude ser arrancada das minhas mãos. Isso não é apenas um pódio. É a consolidação de uma carreira. De um legao”, explica.
“Nada me deu vantagem”
Almir Júnior teme que o que aconteceu lhe faça cair em descrédito em relação ao público brasileiro. “No Brasil, infelizmente, a cultura esportiva ainda é movida a resultado. E saber que todo o meu esforço pode ser ignorado, colocado em dúvida ou até descredibilizado como se eu tivesse tentado levar vantagem, isso dilacera. Quem entende o mínimo de salto triplo, sabe: nada me deu vantagem. Eu sou a vantagem. O que me levou até ali foi treino, suor, dor e uma fé inabalável de que eu ainda tinha muito a mostrar ao mundo”, afirmou o atleta, que foi medalha de prata no Mundial indoor de 2018, mas que, desde então, não tinha conquistado outro resultado tão importante até o bronze que lhe foi tirado no último sábado.
“Essas conquistas são decisivas na vida de um atleta. Elas mudam tudo: a preparação, o apoio, o patrocínio, o respeito, a confiança, o futuro. E o topo é um lugar onde só cabem pouquíssimos. Não há margem para tropeços, para desconfiança, para dúvidas. Hoje, volto ao Brasil sem medalha mais uma vez. Mas com o coração cheio de vontade de derrubar o mundo de novo se for preciso porque se tem uma coisa que nunca vão tirar de mim, é essa minha fome de vitória”, completou.
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