Saúde do futuro: o ser humano no centro das ações

A convergência entre consumo e saúde está sendo impulsionada pela tecnologia e pela busca por um estilo de vida mais saudável. Nesse cenário, a saúde preditiva se torna essencial, transformando a forma como cuidamos da nossa saúde por meio da análise de dados e inteligência artificial.

Atualmente, a experiência de consumo vai além da compra, incluindo pesquisa, personalização e suporte. No cruzamento entre consumo e saúde, a predição baseada em dados permite mapear riscos e antecipar diagnósticos, tornando a prevenção mais eficiente e acessível. Ao invés de focar apenas em doenças, a abordagem centrada no indivíduo propõe uma visão integral da saúde, permitindo decisões mais informadas e proativas.

Uma metáfora útil é a do indivíduo como piloto de seu próprio avião, enquanto o médico atua como torre de controle, auxiliando na navegação. Com inteligência preditiva, o rastreamento de doenças se torna mais ágil, beneficiando toda a cadeia de valor da saúde.

Entretanto, desafios importantes surgem, como a privacidade e o controle dos dados pessoais. Questões éticas precisam ser abordadas para garantir segurança e transparência. Além disso, é fundamental evitar que desigualdades no acesso à tecnologia agravem disparidades no sistema de saúde.

A inovação na interseção entre consumo e saúde abre oportunidades para um futuro mais saudável e sustentável. À medida que a predição se torna tão importante quanto o tratamento, é essencial adotar uma abordagem crítica e ética para que esses avanços beneficiem a todos.

Autora:

Lísia Buarque é sócia-fundadora da WAC Global Tech, uma social healthtech especializada em rastreamento precoce de doenças em grandes populações, aplicando inteligência de dados para tomada de decisões.

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