Brasil garante vaga olímpica no esqui cross-country feminino

Começou o Campeonato Mundial de esqui nórdico, em Trondheim, na Noruega. O Brasil conta com uma delegação completa no esqui cross-country, em busca de pontos no ranking das nações que define quais países terão mais vagas nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. Nesta quarta-feira (26), os brasileiros disputam uma prova de 7,5km que serve como qualificatória para a prova individual de 10km. No feminino, Jaqueline Mourão foi a melhor atleta do Brasil e garantiu uma vaga olímpica para o país com seu desempenho.

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Os atletas melhores colocados no ranking mundial, com menos de 150 pontos FIS (o índice técnico da modalidade). Os demais disputam uma prova de qualificação, onde os 10 melhores garantem vaga na prova individual de 10km. No último Mundial, em 2023, três atletas brasileiras conseguiram ficar no top-10, com Jaqueline Mourão vencendo a prova. Mas dessa vez, o Brasil saiu em desvantagem já que as atletas da China ficaram algumas temporadas sem competir internacionalmente e caíram no ranking mundial, tendo que disputar a qualificação em Trondheim.

A prova foi dominada pelas chinesas, com Chen Lingshuang levando a medalha de ouro com um tempo de 22min44s2. A melhor brasileira na prova foi Jaqueline Mourão, que terminou em 17º lugar com 27min18s6. Ela conseguiu 280.91 pontos FIS pelo seu desempenho na prova, abaixo do índice olímpico. Eduarda Ribera ficou na 25ª posição com 27min54s4 e 301.91 pontos FIS, enquanto Mirlene Picin ficou no 35º lugar, com 29min19s7 e 351.93 pontos.

Bruna Moura, atual líder do ranking nacional, fez um bom início de prova, chegando a figurar no top-10 nas primeiras parciais. Mas ela abandonou a prova na altura do quarto quilômetro.

Vaga olímpica no feminino

Vale destacar que com o desempenho de hoje, o Brasil já garantiu mais uma vaga olímpica no esqui cross-country. O país já tinha conseguido a cota básica após Manex Silva conseguir o índice técnico necessário no sprint do Mundial Sub-23 no começo do mês. Agora, o Brasil obteve a cota feminina já que Jaqueline Mourão e Eduarda Ribera ficaram abaixo dos 330 pontos FIS. Mas a expectativa é que esse número de vagas aumente. Se o Brasil ficar no top-30 do ranking das nações, que soma resultados de Mundial e Copa do Mundo, conseguiríamos uma segunda vaga, assim como nos Jogos Olímpicos de Beijing em 2022.

Dessa forma, a delegação brasileira já tem garantidas quatro vagas nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, com as cotas básicas no esqui alpino e esqui cross-country nos dois naipes. A expectativa é que o Time Brasil tenha entre 14 e 20 atletas na Olimpíada de Inverno do ano que vem.

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